Largo do Paissandu

Ponto de importantes referências, como a Igreja do Rosário dos Homens Pretos e as Galerias Olido e do Rock, este local, no início do século 19, era conhecido como Praça das Alagoas, pois existiam nascentes de água que, ao escoarem em direção ao Anhangabaú, formavam algumas lagoas. O nome Largo do Paissandú – antes Paiçandú – atribuído em 1865, refere-se à Batalha de Paissandú, travada na cidade uruguaia de mesmo nome entre as tropas do Brasil e Uruguai – os aliados – contra as paraguaias. Este episódio antecedeu a Guerra do Paraguai. Ao lado da igreja, foi instalada em 1955 a estátua da Mãe Preta, do escultor Julio Guerra, uma referência às Amas de Leite – escravas que amamentavam recém-nascidos cujas mães não tinham leite.

Curiosidades:

– A história do Largo do Paissandu está bastante ligada às artes circenses. No final do século 19 eram realizadas aqui temporadas dos chamados circos de cavalinhos. No início do século 20, o Café dos Artistas, encontro entre artistas circenses e empresários às segundas-feiras, transferiu-se para este local. Nos anos 1920, o palhaço Piolin (Abelardo Pinto) conquistou a cidade nas apresentações que fazia pelas companhias Irmãos Queirolo e Alcebíades & Seissel.

– Em meados do século 19, essa área, local onde se concentravam nascentes de água, foi dessecada e terraplenada, por ordem do governo provincial.

– No início do século 20, a chamada Cinelândia Paulista (região que contava com uma grande concentração de cinemas) tornou o eixo São João-Paissandu uma passarela da elite paulistana.

– A escultura “Mãe Preta”, de autoria de Júlio Guerra, é uma homenagem às antigas amas de leite do período da escravidão.

– Na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, são realizadas comemorações anuais pela libertação dos escravos, no dia 13 de maio, e também pelo Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro.

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Localização: Próximo às estações República e São Bento do Metrô.